domingo, 24 de novembro de 2013

A História do Impresso no Brasil

A história do impresso no Brasil começou com a chegada da coroa Portuguesa em 1808. Mas antes disso, houveram-se algumas tentativas de se instaurar uma redação em nosso país: Uma em Recife no ano de 1706 e em 1746 no Rio de Janeiro com Antônio Isidório da Fonseca. Em 1808, foi instaurado o Correio Braziliense, um jornal para o povo brasileiro, mas que era editado em Londres, gerando controvérsias para que esse não fosse o primeiro jornal brasileiro, já que sua redação não era no Brasil.

 Em setembro do mesmo ano, nascia a Gazeta do Rio de Janeiro, o primeiro jornal com redação localizada no país. Apesar das transformações econômicas, sociais e políticas ocorridas no Brasil desde a chegada da família real, a situação da imprensa não se alterou antes de 1821. A censura à imprensa vigorava no país. Em 1821, devido às decisões da Corte portuguesa, as restrições à imprensa diminuíram, e uma imprensa política começava a surgir. No entanto, apesar de a liberdade de imprensa já estar garantida na primeira Constituição brasileira outorgada por D. Pedro I, em 1824, a censura à imprensa no Brasil terminou somente em 1827, ainda no Primeiro Reinado.


 O segundo jornal a surgir no Brasil foi o Idade d’Ouro do Brasil, localizado na Bahia, com data de inicio em 1811. Fundado e direigido por Manuel em sua tipografia, o jornal circulava todas as terças e sextas até 1823. Com a derrota e expulsão das forças portuguesas sob o comando do brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo em 2 de julho de 1823, o jornal deixou de circular. A indignação dos patriotas brasileiros contra o periódico era de tal monta que o livreiro Paul Martin, seu agente no Rio de Janeiro, desistiu de vendê-lo, restituindo aos clientes o valor das assinaturas recebidas.


  O jornal mais antigo em circulação de Pernambuco e da America Latina é o Diario de Pernambuco. Criado em 1825, pelo tipógrafo Antonino José de Miranda Falcão, o DP foi fundado quando Recife ainda não era a capital do estado, fato que só ocorreu um ano e três meses depois. Durante sua longa trajetória, o Diario sofreu severa censura em várias ocasiões, com o empastelamento de suas rotativas, jornais queimados e rasgados, depredações da sede e deixou de circular por alguns dias nos anos de 1911, 1912, 1931 e 1945. Um dos fatos mais marcantes de sua história foi o assassinato do estudante universitário Demócrito de Souza Filho, na sacada do prédio do jornal, pela polícia política de Getúlio Vargas, em março de 1945.


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