A história do impresso no Brasil começou com
a chegada da coroa Portuguesa em 1808. Mas antes disso, houveram-se algumas
tentativas de se instaurar uma redação em nosso país: Uma em Recife no ano de
1706 e em 1746 no Rio de Janeiro com Antônio Isidório da Fonseca. Em 1808, foi
instaurado o Correio Braziliense, um jornal para o povo brasileiro, mas que era
editado em Londres, gerando controvérsias para que esse não fosse o primeiro
jornal brasileiro, já que sua redação não era no Brasil.
Em
setembro do mesmo ano, nascia a Gazeta do Rio de Janeiro, o primeiro jornal com
redação localizada no país. Apesar das transformações econômicas, sociais e
políticas ocorridas no Brasil desde a chegada da família real, a situação da
imprensa não se alterou antes de 1821. A censura à imprensa vigorava no país.
Em 1821, devido às decisões da Corte portuguesa, as restrições à imprensa
diminuíram, e uma imprensa política começava a surgir. No entanto, apesar de a
liberdade de imprensa já estar garantida na primeira Constituição brasileira
outorgada por D. Pedro I, em 1824, a censura à imprensa no Brasil terminou
somente em 1827, ainda no Primeiro Reinado.
O
segundo jornal a surgir no Brasil foi o Idade d’Ouro do Brasil, localizado na
Bahia, com data de inicio em 1811. Fundado e direigido por Manuel em sua
tipografia, o jornal circulava todas as terças e sextas até 1823. Com a derrota
e expulsão das forças portuguesas sob o comando do brigadeiro Inácio Luís
Madeira de Melo em 2 de julho de 1823, o jornal deixou de circular. A
indignação dos patriotas brasileiros contra o periódico era de tal monta que o
livreiro Paul Martin, seu agente no Rio de Janeiro, desistiu de vendê-lo,
restituindo aos clientes o valor das assinaturas recebidas.
O
jornal mais antigo em circulação de Pernambuco e da America Latina é o Diario
de Pernambuco. Criado em 1825, pelo tipógrafo Antonino José de Miranda Falcão,
o DP foi fundado quando Recife ainda não era a capital do estado, fato que só
ocorreu um ano e três meses depois. Durante sua longa trajetória, o Diario
sofreu severa censura em várias ocasiões, com o empastelamento de suas
rotativas, jornais queimados e rasgados, depredações da sede e deixou de circular
por alguns dias nos anos de 1911, 1912, 1931 e 1945. Um dos fatos mais
marcantes de sua história foi o assassinato do estudante universitário
Demócrito de Souza Filho, na sacada do prédio do jornal, pela polícia política
de Getúlio Vargas, em março de 1945.





